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Erros que podem levar sua declaração para a malha fina

Em 26/05/2026 por MCCON Contabilidade


Declarar o Imposto de Renda exige atenção. Um detalhe preenchido de forma incorreta, uma informação esquecida ou uma despesa lançada sem comprovação pode fazer com que a declaração fique retida na chamada malha fina.

A malha fina acontece quando a Receita Federal identifica alguma inconsistência entre as informações declaradas pelo contribuinte e os dados enviados por empresas, instituições financeiras, planos de saúde, clínicas, hospitais e outras fontes pagadoras. Ou seja, a Receita cruza as informações e, quando algo não bate, a declaração pode ser separada para análise.

O que significa cair na malha fina?
Cair na malha fina não significa, necessariamente, que o contribuinte cometeu fraude. Muitas vezes, o problema está em erro de digitação, falta de atenção, preenchimento incompleto ou ausência de documentos que comprovem as informações declaradas.

Segundo a própria Receita Federal, grande parte dos problemas ocorre por erro de preenchimento, digitação indevida ou informações incompletas na declaração. Por isso, declarar com pressa pode sair caro.

Principais erros que podem levar sua declaração para a malha fina
1. Omissão de rendimentos
Esse é um dos erros mais comuns. Acontece quando o contribuinte deixa de informar algum rendimento recebido durante o ano, como salário, aluguel, trabalho temporário, prestação de serviço, aposentadoria, pensão, pró-labore ou renda extra.

Mesmo valores recebidos eventualmente precisam ser avaliados e, quando obrigatórios, informados corretamente na declaração.

A Receita Federal aponta a omissão de rendimentos como uma das principais causas de retenção na malha fina.

2. Não declarar rendimentos dos dependentes
Ao incluir um dependente na declaração, não basta informar apenas o CPF e os dados pessoais. Também é necessário declarar os rendimentos recebidos por ele, quando houver.

Um erro comum acontece quando o filho, cônjuge ou outro dependente teve renda própria, como estágio, pensão, benefício ou trabalho temporário, e esses valores não foram informados na declaração do titular.

Mesmo que o rendimento do dependente esteja dentro da faixa de isenção, ele pode precisar ser declarado se essa pessoa foi incluída como dependente.

3. Informar despesas médicas sem comprovação
Despesas médicas merecem atenção redobrada. Consultas, exames, tratamentos e procedimentos só devem ser declarados quando houver documento válido, com dados corretos do profissional, clínica ou hospital.

Em 2025, as deduções com despesas médicas foram o principal motivo de retenção em malha, representando 32,6% das retenções, segundo a Receita Federal.

O problema pode acontecer quando o valor declarado não é confirmado pelo prestador do serviço, quando há erro no CPF ou CNPJ, ou quando o contribuinte informa uma despesa que não possui previsão legal para dedução.

4. Lançar despesas que não são dedutíveis
Nem toda despesa relacionada à saúde pode ser abatida no Imposto de Renda. A Receita Federal informa que gastos como massagista, nutricionista, compra de óculos, cadeira de rodas, medicamentos, vacinas e testes de farmácia não possuem previsão legal para dedução, salvo quando integrarem conta hospitalar.

Esse tipo de erro pode gerar inconsistência e fazer a declaração ficar retida para análise.

5. Divergência no Imposto Retido na Fonte
Outro erro comum ocorre quando o valor de imposto retido na fonte informado pelo contribuinte é diferente daquele declarado pela fonte pagadora.

Isso pode acontecer por erro no informe de rendimentos, digitação incorreta ou falta de conferência dos documentos antes do envio.

Em 2025, diferenças no IRRF representaram 15,1% dos motivos de retenção em malha, conforme dados divulgados pela Receita Federal.

6. Informações incorretas sobre dependentes
Declarar dependentes exige cuidado. Um mesmo dependente não pode ser incluído em mais de uma declaração ao mesmo tempo, salvo situações específicas previstas nas regras da Receita.

Também é importante conferir CPF, data de nascimento, grau de dependência e rendimentos vinculados a essa pessoa. Pequenas divergências podem gerar pendências.

7. Esquecer rendimentos de aluguel
Quem recebeu aluguel durante o ano precisa informar esses valores corretamente. Dependendo da forma de recebimento, pode haver obrigação de recolhimento mensal via carnê-leão.

Muitos contribuintes lembram dos salários, mas esquecem rendas paralelas, como aluguel, prestação de serviços, comissões e ganhos eventuais.

8. Informar bens e direitos de forma incompleta
Imóveis, veículos, contas bancárias, investimentos, consórcios, financiamentos e participações societárias devem ser declarados com atenção.

O erro não está apenas em esquecer um bem, mas também em preencher valores incorretos, não atualizar informações relevantes ou deixar a descrição incompleta.

A declaração de bens precisa contar a história patrimonial do contribuinte de forma coerente.

9. Confiar apenas na declaração pré-preenchida
A declaração pré-preenchida ajuda muito, mas não elimina a responsabilidade do contribuinte. A Receita Federal esclarece que ela reduz erros e omissões, mas não garante que a declaração não será retida na malha fina.

Por isso, todos os dados precisam ser conferidos antes do envio.

No IRPF 2026, a Receita também destacou a inclusão dos dados do Receita Saúde na pré-preenchida, o que deve facilitar o preenchimento das despesas médicas. Ainda assim, a conferência continua sendo essencial.

Como evitar cair na malha fina?
A melhor forma de evitar problemas é organizar os documentos antes de declarar. Separe informes de rendimentos, recibos médicos, comprovantes de despesas dedutíveis, documentos de compra e venda de bens, extratos bancários, informes de investimentos e dados dos dependentes.

Também é importante conferir se todas as informações declaradas estão coerentes com os documentos recebidos.

Antes de enviar, revise:

Rendimentos do titular
Rendimentos dos dependentes
Despesas médicas
Despesas com educação
Imposto retido na fonte
Bens e direitos
Dívidas e financiamentos
Dados bancários para restituição ou débito
Caiu na malha fina. E agora?
Se a declaração ficar retida, o contribuinte deve verificar qual pendência foi apontada. Em alguns casos, se houver erro e a Receita ainda não tiver iniciado procedimento fiscal, é possível corrigir por meio de declaração retificadora.

A Receita Federal informa que a retificação espontânea pode ser feita quando o contribuinte identifica o erro antes do início do procedimento fiscal. Caso a declaração esteja correta, o contribuinte pode apresentar documentos que comprovem as informações declaradas.

Conclusão
A malha fina pode ser evitada com organização, atenção e orientação correta. O maior risco está em declarar com pressa, sem documentos ou sem entender quais informações realmente precisam ser lançadas.

Se você tem dúvidas sobre o Imposto de Renda, rendimentos, dependentes, despesas médicas, bens ou investimentos, o ideal é buscar apoio profissional antes de enviar a declaração.

A MCCON Contabilidade, em Taubaté SP, pode ajudar você a declarar com mais segurança, revisar seus documentos e reduzir o risco de inconsistências com a Receita Federal.

Entre em contato com a MCCON e organize sua declaração com tranquilidade.


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